sexta-feira, 6 de maio de 2011

Ciclos de Cinema 2011 - ENTRADA FRANCA



Sexta e sábado, 19h15min.
Auditório do Museu Arqueológico de Sambaqui,
Rua Dona Francisca, 600.
Tema do mês: Errâncias.
Programação:
06/05, sexta-feira, 19h 15min.
  • A viagem do Capitão Tornado (Il viaggio di Capitan Fracassa). Ettore Scola. Itália / França, comédia, 1990, cor, 132 min. Com Vincent Perez (Barão de Sigognac), Emmanuelle Béart (Isabella), Massimo Troisi (Pulcinella), Ornella Muti (Serafina), Lauretta Masiero (Senhora Leonarde), Toni Ucci (O tirano), Massimo Wertmüller (Leandre). Falado em italiano.
França, 1774. Ao perder toda sua fortuna e o título de nobre, o último e faminto herdeiro da família Sigognac, deixa o castelo de seus ancestrais para tentar a vida em Paris. No caminho, junta-se a um grupo de atores mambembes, a caminho da corte do rei. Seduzido pela bela Serafina e pelo amor de Isabelle, o jovem Sigognac dará início a suas aventuras. No decorrer da difícil viagem, é Isabelle que, com sua ingenuidade, lhe conquista o coração e por ela Sigognac enfrentará seus maiores desafios. Emboscadas, sequestros, duelos e amores o transformam em um verdadeiro Senhor: o Barão de Sigognac. A Pedido da amada, Sigognac vence sua timidez e se inicia no teatro. Isabelle foge preferindo a vida de conforto e riqueza no palácio do Duque. Desiludido, o jovem Barão descobre no teatro sua verdadeira paixão. "Histórias de amor e aventuras… Você as terá mil vezes no palco… Mil vezes sorrirá, mil vezes vai chorar…" Na chegada da companhia a Paris a transformação é completa. Nosso herói agora é o Capitão Tornado, festejado como um sucesso na corte parisiense, a ponto de se confundirem, para sempre, personagem e realidade.
Obra inteiramente rodada em estúdio, é um belo retrato da Europa em fins do século XVIII. Para os apreciadores do teatro, o filme é mágico, abordando o declínio da commedia dell’arte pela Europa, inserindo o espectador no clima onírico e teatral daquelas apresentações mambembes.
Falado em italiano.
07/05, sábado, 19h15min.
  • Paisagem na neblina (Topio stin omichli). Theo Angelopoulos. Grécia, França, Itália. Drama, cores, 1988, 127. Com Tania Palaiologou, Michalis Zeke, Stratos Giorgigoglou, Eva Kotamanidou, Aliki Georgouli, Kiriakos Katrivanos, Vangelis Kazan, Dimitris Kaberidis, Ilias Logothetis, Gerasimos Skiadaressis.
O filme relata a trajetória de dois irmãos ainda crianças, Voula e Alexander, que decidem fugir de sua casa e partir em busca do pai que nunca conheceram. O problema é que sequer conhecem seu rosto, ou sabem onde mora. O pai para eles é uma figura imaginária, idealizada. Ao longo do caminho, escrevem cartas para esse homem. Mas nem tudo é como se espera. Eles partem com esperança de alcançar seu objetivo, e aos poucos começam a sofrer as diferenças entre o mundo por eles sonhado e a dura realidade que os cerca. A certo ponto, encontram Orestes, um jovem que faz parte de uma companhia de teatro ambulante, e que logo estará indo servir no exército. Sua vida, porém, torna-se incerta de uma hora para outra - o grupo do qual faz parte já não mais consegue lugares para suas apresentações e acaba encerrando sua trajetória. Orestes se vê sozinho, acompanhado apenas por aqueles dois pequenos passageiros que, de certa maneira, o fascinam. E assim, nesta incerteza, os três traçam seus caminhos.
Embora para alguns espectadores, por seus longos planos, seja um filme um pouco difícil de ver, "Paisagem na neblina" proporciona uma inesquecível experiência estética e emocional.
Falado em grego.
13/05, sexta-feira, 19h15min.
  • E la nave va (E la nave va). Frederico Fellini. Itália, França. Comédia, 1983, cores, 132min. Com Freddie Jones, Barbara Jefford, Victor Poletti, Peter Cellier, Elisa Mainardi, Norma West, Paolo Paoloni, Sarah-Jane Varley, Fiorenzo Serra, Pina Bausch.
Boa parte do filme foi feito como um falso documentário. A seqüência de abertura foi realizada em tons de sépia e mudo, como se filmado realmente na época do lançamento do Glória N ao mar. Gradualmente, o sépia dá lugar às cores e podemos ouvir o diálogo dos personagens. Orlando é um jornalista italiano que encara a câmera para explicar que a viagem é uma espécie de funeral, com o objetivo de dispersar as cinzas da cantora lírica Edmea Tetua em torno da ilha de Erimo, onde ela nasceu. Explica que Edmea Tetua foi a maior cantora de todos os tempos e que tinha a voz de uma deusa.
Certa manhã, os passageiros descobrem que há um grande grupo de refugiados sérvios no convés do navio (vítimas da recém-iniciada Primeira Guerra Mundial), que o capitão havia recolhido na noite anterior. Como um dos passageiros é o arquiduque de Herzog (parte do Império Austro-Húngaro), seus assistentes consideram os refugiados como uma ameaça à segurança. Enfim, um navio de guerra austro-húngaro aparece e exige que os refugiados sejam entregues, presumivelmente para serem feitos prisioneiros ou escravizados.
Na parte final, o filme assume um tom decididamente surrealista.
Considerado pela crítica mundial como a última obra-prima de Fellini, "E la nave va" é uma fascinante homenagem à ópera, repleta de momentos sublimes e personagens exóticos.
Falado em itaiano, alemão e sérvio. Faz parte do elenco a célebre Pina Bausch, coreógrafa e bailarina recém-falescida.
14/05, sábado, 19h15min.
  • Sem destino (Easy rider). Dennis Hopper. EUA, drama / road movie, 1969, cores, 90 min. Com Dennis Hopper, Peter Fonda, Jack Nicholson, Karen Black, Phil Spector, Toni Basil.
Easy Rider é um clássico da juventude dos anos 60 que reflete as atitudes e aspirações de uma geração inteira. Dois motociclistas (Peter Fonda e Dennis Hopper) lançam-se numa odisseia, de costa a costa, em busca da América real. Uma aventura que se torna surpreendente devido à diversidade de experiências ao longo da viagem, desde o encontro com uma comunidade hippie, passando pelas drogas até à descoberta de uma casa de p rostitutas em Nova Orleans... Um excelente filme que contou também coma magnífica e muito aclamada interpretação de Jack Nicholson.
Lançado nos EUA em setembro de 1969, o filme rendeu 17 milhões de dólares para um investimento de apenas 400 mil. Apesar do final deprimente, "Sem destino" foi ovacionado em Cannes, em 13 de maio de 1969. Não ganhou a Palma de Ouro, mas Hopper foi considerado o melhor diretor novo.
Falado em inglês.
20/05, sexta-feira, 19h15min.
  • O céu que nos protege (The sheltering sky). Bernardo Bertolucci. Inglaterra, Itália, drama, 1990, cores, 138min. Com Debra Winger, John Malkovich, Campbell Scott, Jill Bennett, Timothy Spall, Eric Vu-An, Amina Annabi, Philippe Morer-Genoud, Sotigui Kouyaté, Tom Novembre, Paul Bowles, Ben Smail.
Logo após o final da 2ª Guerra Mundial, Kit (escritora) e Port Moresby (compositor), um casal de estadunidenses que vive em Nova York, viajam para a África. Eles não se consideram turistas mas viajantes, pois o turista quando chega já pensa em voltar, enquanto o viajante pode nem voltar. Kit e Port esperam que as experiências da viagem lhes dêem um novo rumo na vida, reconstruam o amor e os salvem do vazio, pois sua relação está em crise e se algo não acontecer o casamento tende a acabar. Infelizmente, George Tunner, um amigo do casal e turista os acompanha e se revela um obstáculo para a retomada da paixão amorosa.
Neste filme, Bernardo Bertolucci é um crítico feroz da sociedade burguesa, das relações marcadas pelo conformismo e do ideal de progresso.
Falado em inglês, francês e árabe.
21/05, sábado, 19h15min.
  • E aí, meu irmão, cadê você? (O brother, where art thou?). Joel Coen. EUA, drama, 2000, cores, 107 min. Com George Clooney, John Turturro, Tim Nelson e Charles Durning.
O filme é uma livre adaptação da "Odisseia" de Homero, localizada na região do Mississipi por volta dos anos 30.
Desmotivado e cansado da dura rotina de quebrar pedras numa prisão do Mississipi em plena Depressão americana, Everett Ulysses McGill (George Clooney) foge, juntamente com seus dois companheiros - o doce e amável Delmar (Tim Nelson) e o sempre zangado Pete (John Tuturro).
Sem nada a perder e ainda presos por correntes, os três embarcam na aventura de suas vidas, na tentativa de conquistar sua liberdade e retornar aos seus lares. Só que um xerife misterioso parte para tentar recapturá-los, criando problemas para os prisioneiros foragidos, que, como na "Odisseia", são obrigados a enfrentar diversas situações e a conhecer várias figuras estranhas, entre elas, sereias, cíclopes, um ladrão de bancos, um govenador em camapanha e seu adversário, uma quadrilha de linchadores da KKK e um profeta cego que adverte o trio: "o tesouro que vão encontrar não será o tesouro que buscam".
Falado em inglês.
27/05, sexta-feira, 19h15min.
  • Para Wong Foo obrigada por tudo, Julie Newmar (To Wong Foo thanks for everything, Julie Newmar). Beeban Kidron. EUA, comédia, 1995, cores, 109 min. Com Wesley Snipes, Patrick Swayze, John Leguizamo, Stockard Channing, Chris Penn, Michael Vartan, Robin Williams.
Três drag queens – uma delas em processo de iniciação – partem de Nova York e viajam pelo interior dos Estados Unidos rumo a Hollywood para participar de um concurso de beleza, quando o carro em que estão quebra e elas ficam encalhadas numa cidadezinha onde nada acontece. Forçadas a permanecer no vilarejo, as três tiram proveito da situação. Seu brilho e glamour mexem com os moradores e o palco está montado para um fim de semana de alegria e simplicidade. Também para o espectador.
Falado em inglês, francês e espanhol.
28/05, sábado, 19h15min.
  • A grande viagem (Le grand voyage). Ismaël Ferroukhi. França, Marrocos, Bulgária e Turquia. Drama, 2004, cores, 108 min. Com Nicolas Cazalé, Mohamed Majd, Jacky Nercessian.
Reda (Nicolas Cazale) é um jovem francês de origem muçulmana que é praticamente forçado por seu pai a levá-lo de carro até a Arábia Saudita, a poucas semanas do seu exame de admissão à universidade. Motivo: uma peregrinação de cinco mil quilômetros a Meca, cruzando a Europa e países do Oriente Médio numa velha perua Peugeot.
Reda e seu pai vivem universos diferentes. O pai é conservador, religioso, calado, reza todos os dias. Reda, apesar de suas raízes, é um rapaz ocidental, francês de nascimento, namorado de uma garota não-muçulmana e disposto a experimentar os prazeres da vida. Incluindo sexo e bebidas. É um abismo cultural entre Ocidente e Oriente, entre tradições e modernidade. Um distanciamento que a grande viagem tentará diminuir, se não for tarde demais.
Desde o início, a jornada parece difícil. A conversa é restrita ao mínimo necessário. Reda precisa experimentar a viagem por si próprio. Seu pai demanda respeito pela experiência e pelo significado da peregrinação. Enquanto eles viajam através de diferentes países, partindo do sul da França, passando pela Itália, Sérvia, Turquia, Síria, Jordânia até a Arábia Saudita e encontram vários povos, Reda e seu pai se observam cuidadosamente. Mas, como poderão eles estabelecer um relacionamento quando a comunicação é impossível?
Falado em árabe, francês, búlgaro, servo-croata, turco, italiano e inglês.

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